Conforme anunciado no último dia do Congresso Hupe em agosto de 2025, o tema da edição deste ano será: Saúde 5.0. A temática acendeu a dúvida do próprio conceito que, em fevereiro, ganhou subtítulo definindo-se como: Saúde 5.0 – Conectando Tecnologia e Humanização. Ao definir o título, a Comissão Organizadora apontou claramente a costura entre inovações – sejam tecnológicas, digitais ou de métodos -, com o princípio básico do cuidado: a humanização.
A professora da Faculdade de Ciencias Médicas (FCM-Uerj) Luciana Rodrigues, é a presidente do Congresso deste ano. Ela enfatiza que o tema vem ao encontro do dia-a-dia do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Hupe) que desenvolve métodos e tecnologias constantemente. “É no SUS que temos as maiores tecnologias sendo implantadas, sendo colocadas a frente. É onde surge o conhecimento. Levar isto para a população é muito importante, pois é levar cuidado para quem mais precisa”, defende.
Para a coordenadora do Telessaúde Uerj e Presidente de Honra do evento, professora Alexandra Monteiro, o assunto está em sintonia com o panorama mundial. “No momento em que Organização Mundial da
Saúde (OMS) reconhece a Digital Health como uma ação importante para universialização do acesso, o Congresso vai trazer o tema abrilhantando muito do trabalho que já fazemos. Porque Sim, nós fazemos Saúde 5.0. Só não nos apropriamos deste nome. Com direito, por direito, de fato, com qualidade e formando pessoas” destaca Alexandra.
TEMAS LIVRES E MULTIDISCIPLINARIDADE – Unir conceitos e prática é uma das abordagens desta temática que pretende ser palco inclusive de centenas de trabalhos de temas livres que poderão ser inscritos para esta edição. Neste contexto, vale destcar que este será o primeiro ano que o Congresso terá uma dobradinha a frente da presidência da Comissão de Temas Livres com a parceria entre a professora da FCM-Uerj Flavia Bandeira e o enfermeiro do Núcleo de Pesquisas em Enfermagem Baseadas em Evidências do Hupe (Nupebe- Hupe) Luiz Gustavo Torres. “Este tema é um desafio enorme, pois é um assunto atualíssimo e também desconhecidíssimo. Vamos juntar tecnologia e humanização e a Comissão de Temas Livres vai definir eixos e fechar quais são aqueles tópicos de interesse com o objetivo de selecionar trabalhos de excelência”, adiantou a professora Flávia Bandeira.
Para trabalhar os eixos e temas desta edição está sendo formada uma Comissão Científica presidida pelo pesquisador e coordenador do Laboratório Histocompatibilidade e Criopreservação (HLA-UERJ) , professor Luiz Cristovão Pôrto. Ele destaca a importância de abordar a Saúde 5.0 não apenas para os profissionais de saúde como para a graduação e principalmente para os próprios pacientes. “É um momento de congressamento para que possamos mostrar até para o paciente a importância de interpretação de um exame (por exemplo). Este á uma dificuldade que é preciso colocar tanto na graduação, quanto para o paciente. Um aspecto da 5.0 é mostrar hospitais facilitando a vida do paciente para que ele chegue na informação da saúde de forma mais fácil, depurada. É um desafio muito grande para agente traduzir tanto para a comunidade quanto para nós mesmos”.



